Um homem de 43 anos, identificado publicamente pelo pseudônimo “Simon”, confessou ter gerado pelo menos 199 crianças por meio de doações de sêmen realizadas com nomes falsos e cadastros duplicados em clínicas e acordos particulares. A revelação foi confirmada pelo próprio doador em uma carta enviada a casais e mães afetadas na Holanda, Bélgica e outros países europeus.
O caso veio a público após denúncias de mães que identificaram inconsistências nos dados fornecidos pelo doador e relataram comportamentos inadequados durante as negociações do material genético. Na correspondência enviada às famílias, o holandês anexou uma lista detalhando os anos e regiões de nascimento das crianças concebidas a partir de suas doações, iniciadas em 2010.
A proliferação de doadores em massa motivou endurecimentos recentes na legislação da Holanda, que em 2025 limitou em lei o teto de doação a 12 famílias por doador, enquanto diretrizes clínicas recomendam o limite de até 25 crianças por doador genético. O teto busca mitigar riscos à variabilidade genética populacional, evitando consanguinidade involuntária e a propagação de doenças hereditárias.






