SAÚDE – Um estudo internacional aponta que a fase mais triste da vida costuma ocorrer no fim dos 40 anos, em média aos 47 e 48 anos, em mais de 140 países analisados. Pesquisadores descrevem esse período como o ponto mais baixo de bem-estar na curva em “U” da felicidade ao longo da vida.
Um economista chamado David Blanchflower, professor na Dartmouth College, nos Estados Unidos, reuniu dados de pesquisas de satisfação e bem-estar em ao menos 140 nações, tanto desenvolvidas quanto em desenvolvimento. A análise mostrou que a “idade mais infeliz” gira em torno de 47,2 anos em países desenvolvidos e 48,2 anos em países em desenvolvimento, com pequenas variações conforme o contexto local.
Um resultado do estudo indica que a vida adulta segue um padrão em formato de curva em U: níveis mais altos de bem-estar na juventude, queda gradual até a meia-idade, em torno dos 40 e poucos anos, e posterior recuperação à medida que a pessoa se aproxima dos 60 anos. Entre os fatores que contribuem para esse vale da felicidade, o pesquisador cita frustração com metas não alcançadas, maior pressão profissional e financeira, problemas de saúde que começam a surgir e desgaste em relacionamentos.
Um conjunto de trabalhos em psicologia e economia reforça a ideia de que há, em média, uma queda na satisfação entre o fim dos 30 e o fim dos 40 anos, embora os autores ressaltem que isso não significa que toda pessoa viverá uma “crise” nessa idade. O estudo lembra que contextos de crise econômica, conflitos familiares, desemprego e doenças podem intensificar essa baixa, enquanto apoio social, renda estável e acesso a cuidados de saúde favorecem uma retomada da sensação de bem-estar depois dos 50 anos.





