A Uber confirmou um corte global de 3,3 mil funcionários em uma ampla reorganização interna voltada para enxugar processos e acelerar tomadas de decisão. O número de desligamentos corresponde a aproximadamente 10% de toda a força de trabalho da companhia. Como parte da mudança de diretrizes, a empresa também enrijeceu as regras de modelo de trabalho, determinando que apenas uma parcela mínima de 1% dos colaboradores permaneça em formato inteiramente remoto.
Em comunicado enviado à equipe, o comando da plataforma justificou a medida pelo crescimento acelerado nos últimos anos, que quase triplicou o faturamento da empresa, mas acabou criando camadas gerenciais excessivas e tornando a operação mais lenta. A meta da corte de custos é redefinir as prioridades corporativas e direcionar caixa para frentes estratégicas, principalmente na divisão de inteligência e automação.
Parte expressiva do capital economizado será alocada no desenvolvimento do mercado de veículos sem motorista. A empresa planeja investir mais de US$ 10 bilhões no ecossistema de transporte autônomo e na expansão de parcerias de infraestrutura para robotáxis, além de manter aportes nas equipes de tecnologia, dados e suporte aos parceiros do aplicativo. Apesar de contar com um importante centro de desenvolvimento tecnológico em São Paulo, a multinacional não discriminou quantas demissões afetarão diretamente as unidades e operações no Brasil.






