‘Atrocidades não podem ser perdoadas’: Flávio Bolsonaro reage a crime brutal contra crianças e defende redução da maioridade penal

O senador destacou que os envolvidos no episódio da Zona Leste demonstraram plena consciência da gravidade de suas ações e que a aplicação de medidas socioeducativas brandas
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Diante da profunda indignação causada por um crime de extrema perversidade cometido contra crianças no bairro de São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro assumiu uma postura incisiva ao cobrar uma reforma imediata na legislação penal brasileira. O parlamentar utilizou a repercussão das atrocidades — que envolveram a participação direta de quatro adolescentes na execução de abusos gravíssimos — para sustentar que o país não pode mais tolerar a proteção jurídica conferida a menores que praticam atos bárbaros, defendendo veementemente a redução da idade penal para 16 anos e, em situações de crimes hediondos, para 14 anos de idade.

Como autor de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que já se encontra em tramitação no Senado Federal, Flávio Bolsonaro busca agora mobilizar o apoio necessário para acelerar a votação da matéria, argumentando que a impunidade estrutural serve como um incentivo para que criminosos jovens continuem a vitimar famílias indefesas. O senador destacou que os envolvidos no episódio da Zona Leste demonstraram plena consciência da gravidade de suas ações e que a aplicação de medidas socioeducativas brandas, em vez de punições rigorosas e equivalentes às de adultos, representa um desrespeito às vítimas e uma falha grave do Estado na manutenção da ordem e da segurança pública.

A cobrança por mudanças no sistema de responsabilização penal também ganhou adesão de outros parlamentares, que reforçaram o argumento de que o modelo atual gera uma perigosa sensação de salvo-conduto para adolescentes que cometem delitos violentos. O caso em questão, que resultou na apreensão de três adolescentes e na prisão de um adulto após uma complexa operação policial, tornou-se o catalisador para que o senador Flávio Bolsonaro intensifique a pressão no Congresso Nacional, reafirmando que a legislação deve priorizar a proteção dos cidadãos de bem e garantir que crimes hediondos recebam a punição devida, independentemente da idade dos seus autores.

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