A “bancada da bala” na Câmara Municipal de Manaus (CMM) pediu respeito após declarações feitas pelo prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), sobre a operação que investiga um suposto esquema criminoso ligado ao Comando Vermelho (CV) dentro da administração pública. A reação ocorreu durante a sessão plenária desta terça-feira (24).
O vereador Capitão Carpê (PL) afirmou que o prefeito deveria ser o primeiro a apoiar o trabalho realizado pela Polícia Civil do Amazonas.
“O que temos é que um dos investigados, ligado à Prefeitura de Manaus, movimentou milhões. Isso precisa ser investigado. Agora, se isso existir dentro da prefeitura e o prefeito não souber, é complicado”, disse o vereador.
Carpê afirmou ainda que a situação é preocupante. Ele também criticou as acusações feitas pelo prefeito contra o vereador Sargento Salazar (PL), que foi chamado de “maconheiro”.
“Ele não tem cara”, disparou Carpê, rindo, ao comentar a fala do prefeito David Almeida contra o colega parlamentar.
As críticas ao prefeito também foram reforçadas no plenário pelo vereador Coronel Rosses (PL).
Envolvido
As discussões se acirraram após o vereador Rosses comentar que há um vereador envolvido na operação.
O vereador Raulzinho aproveitou o espaço para comentar a informação de que seu nome estaria vinculado à investigação.
“Ligaram o meu nome porque um rapaz que esteve envolvido na operação foi lotado no meu gabinete. Uma pessoa que ficou por cinco meses no meu gabinete, graduada em Engenharia. Agora, após cinco anos da dispensa desse servidor, meu nome é vinculado a essa pessoa”, criticou o parlamentar.





