BRASIL – Em um ato que reacendeu o debate sobre arte e política, a banda Dum Chica provocou forte reação ao exibir um vídeo do presidente argentino Javier Milei representado como um demônio de chifres e boca ensanguentada, cuja cabeça explode durante a apresentação. A cena, projetada no sábado (22) no Lollapalooza Argentina, viralizou nas redes sociais e dividiu opiniões entre apoiadores e críticos do governo.
O protesto artístico
A dupla de rock, conhecida por seu som “veloz e cru”, incluiu as imagens impactantes como parte da performance da música de encerramento do show. O palco foi propositalmente decorado com sacos de lixo, em uma crítica direta à gestão Milei. Após a polêmica, a banda se manifestou no Instagram, esclarecendo que o festival e os patrocinadores não tinham conhecimento prévio do conteúdo exibido.
“Como artistas, somos responsáveis pelo conteúdo expressado em nossa apresentação. Nem a produtora, nem o Lollapalooza, nem os patrocinadores do evento sabiam do que iríamos mostrar. Assumimos integralmente a mensagem apresentada”, afirmou o grupo.
Reações polarizadas
O vídeo rapidamente se tornou tendência nas redes, com apoiadores de Milei acusando a banda de “incitar o ódio” e detratores defendendo a liberdade de expressão artística. Alguns usuários lembraram que o próprio Milei, antes de ser presidente, usava metáforas agressivas contra adversários políticos, enquanto outros argumentaram que a crítica deveria se limitar a discursos, não a representações violentas.
O governo argentino ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas assessores próximos a Milei classificaram o episódio como “mistura barata de militância e mau gosto”.
Contexto político na Argentina
A apresentação da Dum Chica ocorre em um momento de tensão crescente entre o governo Milei e setores culturais. Desde que assumiu o poder, o presidente cortou verbas públicas para artistas e acusou parte da classe artística de ser “parasita do Estado”, gerando atritos com músicos, atores e produtores.
O Lollapalooza, um dos maiores festivais de música da América Latina, já foi palco de outros protestos políticos, mas a representação explícita de um presidente em exercício como uma figura demoníaca é inédita.
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