Bolsonaro afirma não ter obsessão pelo poder, durante evento no Rio de Janeiro

Ex-presidente critica governo Lula, defende anistia para envolvidos em atos de 8 de janeiro e nega intenção de deixar o Brasil durante discurso em ato no Rio
Foto: Reprodução

BRASIL – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou de um ato na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, neste domingo (16), e discursou por cerca de 40 minutos. Durante o evento, ele afirmou que não tem obsessão pelo poder, mas sim amor pelo Brasil. Bolsonaro também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e contestou pontos da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele.

“Quando querem me tirar por uma condenação, já que a inelegibilidade está ameaçada para eles, inventam uma historinha de golpe. Que golpe é esse que eu tenho que provar que não dei? Tem que ser o contrário, eles têm que provar que eu tentei”, disse Bolsonaro, referindo-se às acusações de suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O ex-presidente também comparou ministros de seu governo com os do atual governo, questionando as atitudes da primeira-dama Janja em comparação com as de Michelle Bolsonaro. Além disso, ele afirmou ter o apoio de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, para a aprovação de um projeto de lei que propõe anistiar os envolvidos nos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

“E deixo claro aqui, esse 50% [de apoio ao projeto] não é PL, não. Tem gente boa em todos os partidos. Eu, inclusive, há poucos dias tinha um velho problema e resolvi com o Kassab, em São Paulo. Ele está ao nosso lado com a sua bancada para aprovar a anistia em Brasília. Todos os partidos estão vindo”, ressaltou Bolsonaro.

Durante o discurso, o ex-presidente afirmou que as pessoas envolvidas nos atos de 8 de janeiro foram “atraídas para uma armadilha” e criticou o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que os inquéritos conduzidos pelo STF são secretos. Ele também atacou o governo Lula, dizendo que nunca imaginou que o Brasil passaria por uma situação em que cidadãos se tornariam “refugiados brasileiros mundo afora”.

Bolsonaro ainda negou qualquer intenção de deixar o país e afirmou que a realização das eleições de 2026 sem a sua presença seria um ato de negação da democracia. “Eu jamais podia imaginar que teríamos refugiados brasileiros mundo afora, até poucos anos a gente não sonhava em passar por uma situação como essa”, declarou.

O ato em Copacabana reuniu aliados do ex-presidente e foi marcado por críticas ao governo federal e ao STF, além de defesa de propostas polêmicas, como a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

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