BRASIL – A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) pintou o rosto e braços de marrom durante discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nesta quarta-feira (18). Ela chamou o ato de “experimento social” para argumentar contra mulheres trans em espaços femininos. A encenação ocorreu em plenário e gerou reações imediatas de colegas parlamentares.
Fabiana usou a maquiagem para dizer que não entende as dores de mulheres negras e que mulheres trans não compreendem pautas como parto e endometriose. A deputada citou Erika Hilton (PSOL-SP), presidente da Comissão da Mulher na Câmara, como exemplo de quem tira espaço de mulheres cis. Ela afirmou respeitar transexuais, mas negou que se “travestir de mulher” confira legitimidade.
O gesto, conhecido como blackface, recebeu críticas por racismo e transfobia. Deputados como Eduardo Suplicy (PT) e movimentos negros condenaram a prática como desumanizante. Fabiana respondeu nas redes que a esquerda distorce sua fala sobre “lugar de fala” e representação por essência.
Alesp registra o episódio em vídeo oficial. Representações no Conselho de Ética pedem responsabilização. A deputada não tem parentesco com a família Bolsonaro, apesar do sobrenome adotado politicamente.





