O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), recuou e negou publicamente ter solicitado uma audiência com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Abordado por jornalistas nos corredores do Congresso Nacional nesta quinta-feira (21), o parlamentar mudou a linha de discurso da própria campanha e recorreu ao idioma inglês para afirmar que a iniciativa de um eventual encontro partiu integralmente de Washington.
A declaração tenta blindar a imagem do pré-candidato contra narrativas de rejeição diplomática, após a Embaixada americana no Brasil adotar uma postura protocolar e repassar a responsabilidade da agenda para a assessoria da Casa Branca.
Retórica em inglês e provocações ao Palácio do Planalto
Ao ser questionado se ele ou seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro — que reside nos Estados Unidos —, haviam protocolado o pedido de audiência com o líder americano, Flávio respondeu diretamente aos correspondentes políticos:
“No, I didn’t ask anything. Nobody asked” (Não, eu não pedi nada. Ninguém pediu), declarou o senador.
Na sequência das perguntas, o parlamentar utilizou o uso do idioma estrangeiro como uma ferramenta de provocação e ironia direcionada ao atual chefe do Executivo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva:
“I’m speaking like this because Lula cannot understand what I’m talking about” (Estou falando assim porque o Lula não consegue entender o que estou dizendo), disparou Flávio, ironizando o fato de o presidente brasileiro não dominar a língua inglesa.
O senador concluiu o assunto transferindo a responsabilidade da confirmação do evento para o governo estrangeiro: “Tem que perguntar para a Casa Branca”.
Estratégia de curto prazo e sustentação da pré-candidatura
A variação no tom do discurso ocorre em paralelo às articulações da bancada para instalar uma CPMI sobre o Banco Master, movimento visto como uma cortina de fumaça e contenção de danos para blindar as mensagens vazadas com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Indagado sobre os rumos operacionais de sua estrutura eleitoral e se as polêmicas recentes paralisaram o planejamento estratégico de sua equipe, Flávio Bolsonaro resumiu a atual fase da campanha sob a nova liderança do marqueteiro Eduardo Fischer com a frase: “Um dia de cada vez”.
Liderança da oposição rechaça substituição de nome
Posicionamento do PL na Câmara Federal
├── Tese de bastidores: Especulação de troca de candidato devido ao caso Master
├── Resposta oficial: Negativa categórica da liderança
└── Porta-voz: Deputado Cabo Gilberto (PL-PB) classifica boatos como "especulação"
Apesar da resistência demonstrada por partidos de centro-direita após o envolvimento do senador com o caso Dark Horse, o líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto (PL-PB), veio a público para rechaçar qualquer plano de substituição na cabeça de chapa do partido para o pleito presidencial, classificando os rumores de racha interno como mera especulação da oposição.






