MUNDO – O governo dos Estados Unidos ameaçou o Brasil novamente e citou o ministro Alexandre de Moraes ao associar “abusos de autoridade” a restrições e outras ações consideradas “medidas cabíveis”. A mensagem foi publicada no X nesta segunda-feira (8) pelo subsecretário de Diplomacia Pública do Departamento de Estado e se somou a declarações do presidente Donald Trump em coletiva na sexta-feira (5), na Casa Branca, com críticas a decisões judiciais no Brasil.
O texto divulgado nas redes sociais lembrou a Independência do Brasil no domingo (7) e afirmou compromisso com “valores da liberdade e da justiça”. Em seguida, o subsecretário citou Moraes nominalmente e registrou: “Em nome do ministro Alexandre de Moraes e dos indivíduos cujos abusos de autoridade minaram essas liberdades fundamentais, continuaremos a tomar as medidas cabíveis”. A postagem atribuiu a adoção de medidas à proteção de princípios considerados essenciais.
Na sexta-feira (5), Trump disse estar “muito irritado” com o Brasil e não descartou restringir vistos de autoridades que planejam participar da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Ele também mencionou tarifas aplicadas a importações brasileiras e associou as medidas a críticas ao governo e ao Supremo Tribunal Federal. As falas ocorreram na Casa Branca e foram direcionadas a decisões envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
As tarifas de até 50% foram anunciadas em agosto com justificativas políticas e comerciais. Documentos oficiais citaram o julgamento do ex-presidente no STF, a atuação do ministro Moraes e ordens a plataformas digitais como razões para a taxação. Os EUA afirmaram que acompanham “de perto” os desdobramentos e que poderão ampliar sanções e restrições.
O ministro Alexandre de Moraes é relator do processo em que Bolsonaro responde por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de direito e associação criminosa. A menção a Moraes se tornou recorrente em publicações de autoridades americanas desde julho, com escalada retórica, menção a restrições de visto e a medidas baseadas na Lei Global Magnitsky em comunicados reproduzidos pela Embaixada dos EUA. Essas postagens reforçam o tom de pressão diplomática.
A possibilidade de restrições durante a Assembleia-Geral da ONU preocupa por envolver o país-sede de organismos internacionais e por sinalizar impacto nas relações bilaterais. A discussão inclui o alcance jurídico de medidas migratórias e efeitos sobre delegações oficiais. O Itamaraty tem tratado publicamente manifestações anteriores como indevidas e contrárias a práticas diplomáticas usuais.
A postura do governo americano combina tarifas, ameaças de sanções e recados públicos contra decisões judiciais brasileiras. O foco do discurso permanece em processos do STF e no caso do ex-presidente, com ênfase na narrativa de “perseguição” e “censura”, contestada por autoridades brasileiras. A tendência indica manutenção do tema na agenda até a Assembleia-Geral e eventos subsequentes.
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