Durante a sua participação em um evento organizado pela Força Sindical na última sexta-feira, dia 1º de maio, o pré-candidato ao governo de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, manifestou duras críticas aos resultados recentes das pesquisas eleitorais, afirmando que os empates técnicos registrados entre nomes de campos políticos opostos são de difícil explicação sob uma perspectiva lógica. O ex-prefeito declarou, perante a audiência, que apenas um processo de lavagem cerebral coletiva poderia justificar o que classificou como uma comparação impossível entre dois personagens tão distintos da história brasileira, referindo-se diretamente ao cenário de polarização que as sondagens vêm desenhando para o pleito de 2026.
Embora não tenha mencionado nominalmente todos os envolvidos em sua declaração, o posicionamento de Haddad surge em um contexto no qual diversos levantamentos indicam um equilíbrio acentuado em eventuais cenários de segundo turno entre o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e adversários proeminentes da direita, como o senador Flávio Bolsonaro. Institutos de pesquisa como o Nexus/BTG e a Atlas/Bloomberg têm apresentado dados que apontam para uma situação de empate técnico em disputas que envolvem não apenas Flávio Bolsonaro, mas também os governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado, além de manterem o monitoramento estatístico sobre a figura do ex-presidente Jair Bolsonaro, que permanece juridicamente inelegível.
Além de questionar abertamente os métodos e os resultados das amostragens, Fernando Haddad aproveitou a oportunidade para enfatizar que o momento político atual exige uma mobilização rigorosa da sociedade civil em defesa das instituições democráticas do país. O petista defendeu veementemente que a agenda da democracia pertence ao seu campo político de atuação, lançando uma provocação direta aos presentes ao questionar se o lado oposto teria, de fato, algum compromisso real com os princípios democráticos, reforçando assim a estratégia de contraste ideológico que deve pautar a próxima corrida eleitoral.






