Brasil – Durante sua delação premiada, que teve o sigilo quebrado na terça-feira (18), o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, fez mais uma revelação sobre os bastidores da transição de governo. Segundo Cid, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro entrou em pânico ao ver seus pertences sendo retirados do Palácio da Alvorada, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022.
De acordo com o relato, Michelle teria surtado ao perceber que deixaria a residência oficial da Presidência. “Ela quase que pirou. Em pânico. Ela falava pra gente que tinha que fazer alguma coisa, tinha que fazer alguma coisa”, disse Cid em sua delação.
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O militar também revelou que a ex-primeira-dama fazia parte de um grupo que resistia à saída de Bolsonaro do poder. Entre os integrantes, estariam Eduardo Bolsonaro, o senador Magno Malta e o general Mário Fernandes.
Ainda segundo Mauro Cid, o general teria sido um dos responsáveis por tentar convencer o Exército a aderir a um suposto golpe de estado. “Ele ia falar com generais, falava com o comandante do Exército, Freire Gomes, tentando convencê-los. Ele era muito ostensivo, escrevia nos grupos de WhatsApp militar sobre isso”, detalhou o ex-ajudante de ordens.
A delação de Mauro Cid segue revelando novos detalhes sobre os bastidores do governo Bolsonaro e as articulações nos meses que antecederam a posse de Lula. A defesa de Michelle Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre as declarações.





