O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu de forma provisória a divulgação da pesquisa de intenção de voto AtlasIntel, registrada sob o número BR-06939/2026. O levantamento estatístico aborda o cenário da disputa para o cargo de presidente da República nas Eleições de 2026.
A liminar atende a uma representação jurídica protocolada pelo Partido Liberal (PL). A decisão monocrática do presidente do tribunal ainda deverá ser levada para referendo e avaliação dos demais ministros na sessão colegiada do TSE.
Alegações de indução e impacto no questionário
Ao analisar a peça jurídica apresentada, o ministro Nunes Marques considerou haver indícios de suspeita de indução ao eleitor na metodologia aplicada. Os argumentos centrais da contestação do Partido Liberal apontam as seguintes irregularidades na estrutura do levantamento:
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Foco direcionado: O PL sustenta que, em um universo de 48 perguntas contidas no questionário original, pelo menos oito delas foram formuladas para induzir o entrevistado sobre o suposto envolvimento do senador Flávio Bolsonaro com o empresário Daniel Vorcaro e as investigações do Banco Master.
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Produção de contexto: A defesa da legenda partidária argumenta que o modelo adotado pela empresa de pesquisas “não mede opinião, produz contexto”.
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Propaganda negativa: O partido afirma que a pesquisa acabou se transformando em um “meio indireto de propaganda negativa” contra o seu pré-candidato ao Palácio do Planalto.
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Distorção estatística: Para embasar o pedido, o PL citou literatura científica e jurisprudência consolidada de Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e do próprio TSE, demonstrando que a ordem de disposição das perguntas pode alterar o resultado final das intenções de voto em até 20 pontos percentuais.
Posicionamento da empresa
Status de Resposta do Instituto de Pesquisa
└── AtlasIntel (Andrei Roman, CEO) ──> Procurada oficialmente pela reportagem, a empresa
não havia enviado pronunciamento até a publicação.






