O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), avalia se declarar impedido de participar da sessão do Plenário desta terça-feira (15), que deliberará sobre o acolhimento de relatório da Polícia Federal referente ao ministro Alexandre de Moraes. A análise sobre a suspeição ocorre após a divulgação de trocas de mensagens obtidas na investigação sobre o Banco Master, nas quais o nome do advogado Kevin Marques, filho do magistrado, é citado juntamente com valores financeiros.
As conversas apreendidas pela perícia policial registram diálogos ocorridos em meados de 2025 entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-diretor jurídico da instituição financeira, Luiz Rennó. Nos trechos, os executivos mencionam uma planilha de pagamentos com a anotação de R$ 500 mil associada ao nome do filho do ministro. Em outro trecho do material, o executivo do banco faz menção a uma decisão favorável obtida no STF referente ao caso da destilaria Alcídia.
Em manifestação oficial, o ministro Nunes Marques afirmou que seu filho nunca prestou serviços advocatícios para o Banco Master e nem recebeu repasses financeiros da instituição. O magistrado destacou ainda não ter tido acesso integral ao conteúdo das mensagens anexadas aos autos e informou que estuda a conduta regimental adequada para a sessão do Plenário






