Justiça suspende repasses ao Banco Master para proteger fundos da Amazonprev

Medida visa garantir ressarcimento de R$ 50 milhões aplicados pela previdência estadual.

Em decisão proferida nesta quinta-feira (5), a 2.ª Vara da Fazenda Pública de Manaus determinou a suspensão imediata do repasse de valores referentes a empréstimos consignados de servidores públicos e segurados da Amazonprev ao Banco Master. A medida cautelar estabelece que os montantes descontados diretamente em folha de pagamento sejam agora depositados em uma conta judicial, funcionando como garantia financeira para o Estado.

A ação foi movida pelo Governo do Amazonas e pela Amazonprev após a decretação da liquidação extrajudicial do grupo financeiro. O órgão previdenciário relatou à Justiça que investiu R$ 50 milhões em Letras Financeiras da instituição em junho de 2024. Com a crise no banco, a Amazonprev apontou um risco iminente de não reaver os recursos, o que poderia desestabilizar o equilíbrio financeiro do fundo previdenciário estadual.

Risco aos Beneficiários

Ao fundamentar a decisão, o juiz Leoney Figliuolo Harraquian enfatizou a gravidade do cenário para os servidores. Segundo o magistrado, a possível perda do investimento bilionário comprometeria diretamente o fluxo de caixa destinado ao pagamento de aposentados e pensionistas.

“A possível perda da quantia investida representa risco significativo ao pagamento dos benefícios”, afirmou Harraquian na decisão.

Garantias e Multas

Além da retenção dos valores, a Justiça impôs restrições rigorosas ao Banco Master para proteger os consumidores. A instituição está proibida de:

  • Negativar o nome de servidores em órgãos de proteção ao crédito;
  • Ajuizar ações de cobrança enquanto a liminar estiver em vigor.

Em caso de descumprimento de qualquer ponto da decisão, foi fixada uma multa diária de R$ 20 mil. Os valores retidos judicialmente só deverão ser liberados ao banco caso a instituição comprove a devolução integral dos R$ 50 milhões aplicados pela Amazonprev. Até o fechamento desta edição, o Banco Master não havia se pronunciado oficialmente sobre a decisão.

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