Empresários de Manaus são investigados por nlavagem de dinheiro do tráfico

Ação do GAECO do Amazonas foi realizada nesta quinta-feira (25) em Manaus, Tabatinga, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Empresários e empresas são acusados de ocultar recursos do tráfico por meio de lavagem de dinheiro.

JUSTIÇA – O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Amazonas realizou uma operação com o objetivo de desmantelar esquemas de lavagem de dinheiro provenientes do tráfico de drogas nesta quinta-feira (25). A ação aconteceu em Manaus e Tabatinga, além de cidades nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O foco recaiu sobre empresários e empresas de fachada suspeitos de ocultar grandes quantias oriundas de atividades criminosas, principalmente ligadas à facção Família Teófilo Otoni, que mantém vínculo direto com o Comando Vermelho.

Segundo as investigações do Ministério Público, esses núcleos empresariais atuam como braço financeiro do narcotráfico, utilizando estruturas comerciais para lavar recursos obtidos ilegalmente. Empresas e terceiros foram identificados como responsáveis por movimentações acima de R$ 10 milhões, ocultando a real origem dos valores. Os nomes dos alvos da operação permanecem sob sigilo judicial. Mandados de prisão e busca foram expedidos, incluindo ordens para o bloqueio de contas bancárias e de um total de 18 imóveis associados aos investigados.

Um dos presos na ação foi localizado em um condomínio de luxo na Avenida Torquato Tapajós, zona Norte da capital. Além das prisões, equipes do MP-AM recolheram veículos de alto valor, joias, dinheiro em espécie e bolsas de grife durante o cumprimento dos mandados. A promotora Priscila Carvalho Pinto informou que os integrantes da organização criminosa costumam utilizar o tráfico interestadual para arrecadação de capital, realizando o branqueamento por meio de empresas e pessoas físicas para dar aparência lícita ao dinheiro.

A operação identificou ramificações em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Pará, alcançando empresários ligados a setores variados da economia. O GAECO destacou que a finalidade da ação é reprimir o núcleo logístico e comercial que sustenta a atuação dessas facções no estado. O processo está sob segredo de justiça, e todos os onze denunciados correm risco de responder em liberdade ou sob custódia.

Novas informações sobre o desdobramento das investigações da operação, prisões e apreensões serão divulgadas conforme o avanço das diligências e dos trabalhos periciais realizados em Manaus e nos demais estados envolvidos.

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