MUNDO – A Bolívia elegeu Rodrigo Paz presidente em segundo turno, encerrando quase 20 anos de domínio do MAS. A posse ocorrerá em 8 de novembro, em La Paz, com a transição já em curso entre as equipes. O resultado nasce de um cenário de escassez de combustíveis, queda nas exportações de gás e desgaste na condução da economia.
Paz é do Partido Democrata Cristão e defendeu ajuste gradual com estímulos ao setor privado e preservação de políticas sociais básicas. O presidente eleito não terá maioria e precisará negociar para aprovar medidas centrais no Congresso. A pauta inclui revisão de subsídios, reordenação cambial e busca de financiamento externo.
A vitória representa um giro em relação ao ciclo iniciado por Evo Morales e reorganiza a política regional do país. O novo governo sinaliza reaproximação com os Estados Unidos e revisão de contratos no lítio para atrair investimentos. A estratégia externa pretende diversificar parcerias e reduzir dependências críticas.
Economistas projetam início de mandato com pressão fiscal e reservas enxutas, o que exige credibilidade na execução. Parte do mercado vê espaço para diálogo técnico com organismos multilaterais, embora o tema divida o debate interno. Paz promete metas realistas, cronograma claro e transparência para recuperar confiança.





