Mulher tenta falsificar exame de gravidez e é desmascarada no hospital

Amanda chegou a promover um chá revelação de um bebê inexistente e postou o exame falso nas redes sociais, mas acabou presa quando outros crimes vieram à tona.

BRASIL – Uma mulher de 27 anos foi flagrada tentando usar um exame de gravidez falsificado em uma unidade de saúde de Belém, no Pará, com o suposto objetivo de reatar com o ex-namorado. De acordo com funcionários do hospital, a paciente apresentou um laudo de ultrassom que indicaria gestação, mas os dados e formatação do documento levantaram suspeitas imediatas da equipe médica.

Ao confrontarem a mulher, descobriram que o laudo havia sido adulterado e ela acabou admitindo a farsa diante dos profissionais. O caso repercutiu na internet, gerando discussões sobre o uso de documentos médicos falsos e os limites entre desespero emocional e crime. Situações semelhantes já foram registradas no país: no final de 2023, por exemplo, a advogada Amanda Partata, de 31 anos, forjou um ultrassom indicando 23 semanas de gestação para tentar se manter próxima da família do ex-namorado.

Amanda chegou a promover um chá revelação de um bebê inexistente e postou o exame falso nas redes sociais, mas acabou presa quando outros crimes vieram à tona.

Em outra ocasião, em Ribeirão Preto (SP), uma jovem de 24 anos inventou gravidez, parto e até festa de 1 ano de um falso bebê para se vingar do ex, apresentando exame falsificado à Justiça para forçar o pagamento de pensão.

Esses episódios ilustram até que ponto algumas pessoas chegam movidas pelo abalo de um rompimento afetivo. Especialistas alertam, contudo, que falsificar documentos médicos é crime (falsidade ideológica, uso de documento falso) com penas que podem chegar a 5 anos de reclusão, além de representar um risco à saúde pública e à confiança nas instituições de saúde. O caso de Belém está sob investigação, e a mulher poderá responder legalmente pelos atos após avaliação das autoridades competentes.

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