Polícia do Rio conclui que obsessão da madrasta pela filha motivou assassinato em Sepetiba

Autoridades afirmam que a prioridade é localizar a mandante e reunir elementos suficientes para oferecimento de denúncia.

RIO DE JANEIRO – A Polícia Civil do Rio de Janeiro diz ter identificado a motivação por trás do homicídio de Laís de Oliveira Gomes Pereira, morta com um tiro na nuca enquanto empurrava o carrinho do filho de dois anos em Sepetiba. Investigadores afirmam que a suspeita de mandar matar a mãe, Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, tinha comportamento obsessivo em relação à filha mais velha da vítima e planejou o crime para tentar obter a guarda exclusiva da menina.

Segundo o inquérito da Delegacia de Homicídios da Capital, Gabrielle ofereceu cerca de R$ 20 mil a dois homens para executar o ataque. As imagens de câmeras de segurança e depoimentos ajudaram a identificar os envolvidos. Dois suspeitos já foram detidos: Davi de Souza Malto, apontado como autor dos disparos, preso em Duque de Caxias, e Erick Santos Maria, que pilotava a motocicleta e se entregou dias antes. Gabrielle segue foragida; a polícia divulgou cartaz pedindo informações sobre seu paradeiro.

A vítima era técnica de enfermagem, mãe de duas crianças, e morava em Sepetiba. Parentes e vizinhos acompanham as diligências e cobram celeridade na localização da suspeita. A investigação prossegue com coleta de provas, oitivas e análise de material apreendido, com o objetivo de fechar cronologia e responsabilidades penais. Autoridades afirmam que a prioridade é localizar a mandante e reunir elementos suficientes para oferecimento de denúncia.

O caso reacende discussão sobre violência e exposição de crianças em crimes de execução, e sobre como disputas de guarda podem levar a escaladas de conflito. Organizações que lidam com proteção à infância destacam a necessidade de medidas imediatas de acolhimento e acompanhamento psicológico para o filho que presenciou o crime e para a família da vítima.

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