CPMI do INSS pede convocação de Lulinha, senador Weverton Rocha e investigados pela PF

O nome de Lulinha voltou ao centro das discussões após a nova fase da operação atingir a empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente.

INVESTIGAÇÃO – A CPMI do INSS protocolou nesta sexta-feira (19) pedidos de convocação do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e de outros investigados na operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Os requerimentos foram apresentados pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que pretende usar os novos fatos revelados pela PF para tentar levar os citados a depor no colegiado.

O nome de Lulinha voltou ao centro das discussões após a nova fase da operação atingir a empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente. Segundo a PF, as investigações apontaram o pagamento de uma mesada de R$ 300 mil a uma empresa de Roberta, valor que, em mensagens atribuídas a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, seria destinado ao “filho do rapaz”, sem identificar diretamente quem seria. O relator também pediu a convocação de Roberta e de Danielle Fontenelles, apontada como outro elo de Lulinha no suposto esquema.

Danielle Fontenelles é publicitária, prestou serviços ao PT e hoje vive em Portugal. Ela atuou em campanhas como a de Dilma Rousseff à Presidência, em 2010, e a de Fernando Pimentel ao Senado no mesmo ano, por meio da agência Pepper, da qual era sócia. A empresa foi alvo de operação da PF em 2016, que investigava repasses de caixa dois para campanhas; em colaboração premiada, Danielle admitiu pagamento de comissões para obter contratos de publicidade em ministérios e deixou de atuar em campanhas petistas a partir de 2015.

Outro requerimento apresentado pela CPMI pede a convocação de Adroaldo da Cunha Portal, ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência, exonerado após ser preso na operação Sem Desconto. Também foi incluído pedido para ouvir Gustavo Marques Gaspar, empresário e ex-assessor de Weverton Rocha, apontado nas investigações como responsável por assinar procuração com plenos poderes para o consultor Rubens Oliveira Costa, descrito pela PF como “homem da mala” do careca do INSS. Alfredo Gaspar afirmou que todos esses nomes já haviam aparecido ao longo de seu trabalho na relatoria e que muitos pedidos de convocação e até de prisão foram barrados pela base governista, que, segundo ele, atuou para blindar os investigados.

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