BRASIL – O idoso Manoel Cardoso de Brito, de 68 anos, morreu no Hospital Municipal de João Pinheiro, em Minas Gerais, após uma pinça ter sido esquecida dentro do corpo dele depois de uma cirurgia no estômago. Segundo o advogado da família, Manoel foi internado com suspeita de rompimento de úlcera e passou por um procedimento de emergência sem o conhecimento dos familiares. Após 13 dias de internação, ele morreu em 24 de dezembro, um dia antes de completar 69 anos.
Conforme relato da família, após um segundo procedimento, exames de imagem apontaram a presença de uma pinça do tipo “Kelly” no abdômen do paciente. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou a ocorrência e informou que instaurou sindicância para apurar responsabilidades. Em nota, o órgão afirmou que o idoso apresentava quadro clínico grave e múltiplas comorbidades, mas os parentes contestam e dizem que o erro médico foi determinante para a morte.
O filho de Manoel declarou que o pai “poderia estar vivo” e classificou o caso como uma negligência que não pode ficar sem punição. Ele alega que o hospital não informou a família sobre o objeto esquecido no interior do paciente e que a situação só veio à tona após o óbito.
O advogado da família afirma ter obtido o laudo de morte e os exames que comprovam a presença da pinça, e que, com esses documentos, vai fundamentar uma ação judicial contra o hospital e a equipe médica. Especialistas em direito e saúde apontam que falhas desse tipo são consideradas graves e podem gerar responsabilização civil e criminal dos profissionais envolvidos.





