BRASIL – Ex-presidente Jair Bolsonaro realiza exames de imagem e neurológicos na cabeça nesta quarta-feira (7). Os procedimentos ocorrem no hospital particular DF Star. O político chega ao local pela manhã, acompanhado por escolta da Polícia Federal. O hospital fica em Brasília, no Distrito Federal. A medida surge após autorização concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão de uma queda sofrida pelo ex-presidente na sala de Estado-maior da Superintendência da Polícia Federal, onde ele cumpre pena.
Os exames incluem tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma. A defesa de Bolsonaro solicitou os procedimentos, que visam avaliar possíveis sequelas de um traumatismo cranioencefálico leve diagnosticado pelo cirurgião Claudio Birolini. Conforme o médico, o ex-presidente passou mal durante a madrugada de terça-feira (6), caiu da cama e bateu a cabeça. O incidente aconteceu seis dias após a alta hospitalar recebida em 1º de janeiro, quando Bolsonaro tratou uma hérnia inguinal bilateral e crises persistentes de soluços, sequelas da facada sofrida em 2018.
A tomografia computadorizada utiliza raios X para gerar imagens detalhadas de estruturas ósseas e identificar possíveis sangramentos ou fraturas no crânio. Esse exame detecta hemorragias, coágulos ou edemas de forma rápida e precisa. Já a ressonância magnética emprega campos magnéticos e ondas de rádio, sem exposição à radiação, para produzir imagens detalhadas de tecidos moles do cérebro. O procedimento serve para investigar tumores, aneurismas, acidentes vasculares cerebrais, inflamações, esclerose múltipla ou outras lesões neurológicas, além de auxiliar no monitoramento de tratamentos e no planejamento de cirurgias. O paciente permanece imóvel dentro de um túnel magnético por cerca de 30 minutos, e o exame pode incluir injeção de contraste à base de gadolínio.
O eletroencefalograma registra a atividade elétrica cerebral por meio de eletrodos fixados no couro cabeludo com gel condutor. Esse método auxilia no diagnóstico de epilepsia, alterações de consciência, distúrbios do sono, encefalites ou sequelas de acidentes vasculares. O exame também indica morte cerebral em casos graves ou monitora níveis de anestesia. O paciente segue instruções simples, como abrir e fechar os olhos, durante 20 a 40 minutos.
Quando realizados em conjunto, esses três exames oferecem avaliação completa da região craniana. A tomografia revela condições ósseas e sangramentos agudos. A ressonância detalha alterações em tecidos moles e patologias neurológicas. O eletroencefalograma analisa o funcionamento elétrico do cérebro. Essa combinação permite diagnóstico preciso e orientação para eventuais tratamentos.
A Polícia Federal confirmou o atendimento médico após a queda relatada por Bolsonaro. Inicialmente, o médico da corporação identificou ferimentos leves e recomendou apenas observação, sem necessidade imediata de hospital. A defesa insistiu na realização de exames externos, o que levou à decisão do STF. Alexandre de Moraes determinou transporte discreto, com desembarque pela garagem do hospital DF Star.





