Suspeito de matar casal por ciúmes na frente da filha é preso em Manaus após período foragido

Conforme as investigações, o caso teve motivação passional, relacionada a ciúmes do ex-companheiro de Manuella.

MANAUS – A prisão de um homem suspeito de matar um casal a tiros na frente de crianças, em uma quitinete na Zona Norte de Manaus, encerrou um período em que ele era considerado foragido pela Polícia Civil do Amazonas. O crime ocorreu em um domingo (8), no bairro Novo Aleixo, e teve como vítimas Manuella Sabrina Barros Queirós, de 23 anos, e Victor Hugo de Oliveira Flores, de 27 anos. Conforme as investigações, o caso teve motivação passional, relacionada a ciúmes do ex-companheiro de Manuella.

Testemunhas relataram que o casal estava dentro da quitinete quando o suspeito chegou em um carro com placas não identificadas. Moradores ouviram discussão no interior do imóvel e, em seguida, vários disparos de arma de fogo. Duas crianças estavam no local no momento do ataque, entre elas a filha de 4 anos de Manuella com o suspeito, que presenciaram a execução.

Após o crime, o homem fugiu do endereço e passou a ser procurado, com a imagem divulgada pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) como foragido. Dias depois, ele se apresentou na sede da especializada, na Zona Leste de Manaus, onde prestou depoimento. Na chegada à delegacia, familiares das vítimas tentaram agredi-lo, o que gerou tumulto controlado por policiais civis que faziam a segurança do local.

De acordo com a delegada Marília Campello, coordenadora do Núcleo de Combate ao Feminicídio (NCF), o crime foi planejado e cometido por ciúmes, porque o suspeito não aceitava o fim do relacionamento com Manuella, que havia iniciado namoro com Victor Hugo. A polícia classificou o caso como um crime de ódio, praticado na presença da filha do casal, o que agrava o impacto psicológico sobre a criança.

Victor Hugo morreu ainda na quitinete após ser atingido pelos disparos. Manuella chegou a ser socorrida e levada ao Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, mas não resistiu aos ferimentos. Os corpos foram removidos ao Instituto Médico Legal (IML), onde passaram por exames de necropsia.

As investigações também apontaram histórico de violência anterior no relacionamento. Manuella havia denunciado o ex-companheiro em 2023 por ameaças de morte e chegou a solicitar medidas protetivas de urgência, que foram concedidas pela Justiça. Meses depois, no entanto, ela pediu a revogação das medidas ao Judiciário, situação que a polícia citou como exemplo da importância de manter a proteção em casos de risco, para prevenir desfechos letais em contextos de violência doméstica e de gênero. [

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