AMAZONAS – A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no Amazonas registra previsão de queda de 16% para o ciclo 2025/2026, conforme levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento divulgado nesta quinta-feira (12) em boletim oficial. O volume estimado passa de números anteriores para total inferior devido a condições climáticas adversas que afetaram o plantio em áreas de várzea e sequeiro nos municípios produtores do estado.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística confirma tendência nacional de retração em culturas como arroz, feijão e milho, com impacto localizado no Amazonas por irregularidades nas chuvas do período de La Niña que reduziram a área plantada em 11% na região Norte. A safra brasileira total deve atingir 354,7 milhões de toneladas, queda ante o recorde de 2024/25, mas o Amazonas destaca-se com declínio mais acentuado por dependência de arroz em 15,4 mil toneladas projetadas.
Fatores como redução de 5,6% na área de arroz nacional e menor investimento em insumos explicam o cenário local, onde produtores enfrentam custos elevados de diesel e fertilizantes sem contrapartida em produtividade. O IBGE aponta que o fenômeno climático traz chuvas intensas ao Centro-Oeste, mas seca no Sul e irregularidades na Amazônia afetam colheitas sensíveis na fase de enchimento de grãos.
No Amazonas, soja sobe 20,4% para 54,2 mil toneladas com expansão de área, mas cereais como arroz recuam 2,7% ante safra passada. Feijão mantém estabilidade em 3 milhões de toneladas nacionais, porém produtores locais relatam perdas por enchentes em várzeas. O estado colhe em 81,5 milhões de hectares nacionais, com foco em culturas de inverno como trigo em 7,7 milhões de toneladas no país.
*Com informações da assessoria





