‘Minha Casa Minha Vida’ deve bater recorde em 2026 e impulsionar mercado imobiliário

Projeção é atingir 1 milhão de contratos", afirmou Ministro das Cidades sobre as expectativas de financiamentos para este ano no Brasil

Durante participação no evento Superciclo de Investimentos em Infraestrutura, promovido pelo BNDES no dia 9 de fevereiro, o ministro das Cidades, Jader Filho, destacou que o Brasil vive o início de uma nova fase de expansão no setor habitacional e na infraestrutura. Segundo ele, desde 2023 até o momento, já são mais de R$ 300 bilhões investidos no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com recursos destinados exclusivamente à habitação, e as expectativas de crescimento são altas.

“Nós estamos querendo criar uma nova etapa de investimentos, um novo momento de crescimento. Vamos bater o recorde, serão 1 milhão de contratos do programa só no ano de 2026”, comentou. Na ocasião, o ministro também ressaltou a importância estratégica da construção civil para a economia brasileira. Atualmente, o setor representa 9,6% do PIB disponível, com previsão de alcançar 12% até o final de 2026. Em uma perspectiva de dez anos, a meta é que a construção civil chegue a representar 20% do PIB.

Para o diretor de Operações da EBM Desenvolvimento Imobiliário, Marcos Túlio Campos, a sinalização de fortalecimento estrutural do setor é clara. “Os números mostram que o Minha Casa, Minha Vida voltou a ocupar o papel central no mercado. Quando o governo amplia previsibilidade e volume de recursos, toda a cadeia produtiva responde, desde incorporadoras até fornecedores e geração de emprego. A perspectiva de 1 milhão de contratos em 2026 é um indicativo de confiança não apenas para o setor produtivo, mas principalmente para os consumidores que buscam a casa própria e dependem do programa para realizar esse sonho”, avalia.

Ele destaca ainda que o impacto vai além do setor habitacional. “Quando a construção cresce, o efeito multiplicador na economia é significativo. Estamos otimistas que a próxima década siga essa previsão, o que nos colocará diante de um importante ciclo de estruturação para o desenvolvimento contínuo do país”, frisa. Somente para 2026, a EBM prevê o lançamento de quatro empreendimentos dentro do programa, o dobro do número disponibilizado em 2025, colocando no mercado cerca de 1.600 unidades e ampliando as oportunidades para os clientes.

Expansão do segmento econômico impulsiona novos projetos

A expectativa do ministro reforça o avanço do segmento econômico no país e sustenta novos lançamentos imobiliários. O cenário tem influenciado estratégias de empresas que atuam com produtos voltados à demanda real por habitação e crédito subsidiado.

A FR. Incorporadora acompanha esse movimento com o lançamento previsto para abril de um empreendimento no Bairro Goiá, com 304 unidades enquadradas na Faixa 2 do programa habitacional federal. Para a diretora executiva de negócios da empresa, Lara Rassi, o momento exige projetos alinhados ao perfil do comprador e à dinâmica do financiamento. “O mercado econômico tem mostrado resiliência mesmo em cenários desafiadores, porque está diretamente ligado à necessidade de moradia. Quando há previsibilidade nas políticas públicas, conseguimos planejar produtos mais aderentes à realidade das famílias e contribuir para a expansão urbana de forma organizada”, afirma.

Considerando o cenário favorável do MCMV, a Dinâmica Incorporadora se posiciona estrategicamente para lançar novos empreendimentos enquadrados no programa. No Eldorado Parque, a empresa intensifica o desenvolvimento e a aprovação de projetos que aliam custo competitivo a atributos valorizados pelo cliente e que atenda a diferentes perfis, como boa localização, plantas bem planejadas e padrão construtivo diferenciado, explica a diretora de incorporação, Patrícia Garrote. “Paralelamente, fortalecemos parcerias com instituições financeiras e agentes de crédito para garantir agilidade nas aprovações e maior previsibilidade nos repasses. Com operação comercial e financeira integrada, a expectativa é ampliar a eficiência nas vendas, apoiada em inteligência comercial, capacitação das equipes e análise de dados para elevar a taxa de conversão”.

Outra empresa que tem investido fortemente no segmento é a CMO Construtora. “Existe uma grande demanda reprimida no mercado de Goiânia, uma vez que a nossa cidade não acompanha o movimento nacional e das principais cidades que já estão com um percentual muito relevante de vendas do programa. Em São Paulo, por exemplo, as vendas de 2025 passaram de 60% dentro do MCMV. Na capital goiana, ainda temos uma representatividade pequena, próxima de 15% a 20%. Então, existe uma demanda reprimida muito grande, uma vez que a maior demanda do mercado imobiliário está localizada nas faixas de rendas que se enquadram dentro do programa, de até R$ 12 mil. Por isso, acreditamos muito no potencial desses empreendimentos, tanto é que já tivemos um lançamento no final de 2025 e teremos um próximo em 2026, enquadrados no Minha Casa Minha Vida. E a expectativa é que nos próximos anos tenhamos entre um e dois lançamentos anuais apostando muito nesse mercado”, afirma o diretor comercial, Marcelo Moreira.

*Com informações da assessoria

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