VÍDEO: Policial militar reformado e líder de grupo de extermínio morre executado no Tarumã

Outra vítima, identificada como amigo de Max, também morreu no ataque criminoso durante a manhã desta sexta-feira (27), em sítio localizado na rua principal do bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

MANAUS – Quatro homens encapuzados vestidos com roupas pretas invadiram uma residência e executaram a tiros Francisco Marques dos Reis, conhecido como Max, policial militar reformado de 51 anos e apontado como líder de grupo de extermínio em Manaus. Outra vítima, identificada como amigo de Max, também morreu no ataque criminoso durante a manhã desta sexta-feira (27), em sítio localizado na rua principal do bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

Francisco Marques dos Reis serviu na Polícia Militar do Amazonas antes da reforma e comandava ações de um esquadrão da morte responsável por dezenas de homicídios na capital amazonense conforme investigações policiais passadas. Os criminosos chegaram ao local em veículo não identificado e renderam as vítimas dentro da casa no Tarumã antes de efetuarem disparos fatais à queima-roupa contra Max e o acompanhante. Testemunhas relataram fuga rápida dos executores após o duplo assassinato na área residencial do bairro.

O amigo de Max permanecia sem identificação oficial divulgada até o momento da perícia no sítio do Tarumã durante a manhã de sexta-feira. Equipes da 20ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) isolaram o local e chamaram o Instituto Médico Legal (IML) para remoção dos corpos encontrados com múltiplas perfurações de arma de fogo. Polícia Militar registrou a ocorrência como homicídio qualificado por motivo fútil ligado a crime organizado na Zona Oeste.

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) assumiu as investigações sobre a execução do ex-policial reformado e do amigo no Tarumã com análise de imagens de câmeras de segurança próximas à rua principal. Autoridades apuram possíveis vinganças de facções criminosas contra Max devido ao histórico de liderança em grupo de extermínio que atuava em ajustes de contas na cidade. Familiares das vítimas compareceram ao local para reconhecimento formal dos corpos ainda na manhã.

Imagens de vídeos capturadas por moradores mostram os corpos no interior do sítio após a saída dos executores na região do Tarumã nesta sexta-feira. Polícia divulga que os agressores usaram pistolas para garantir morte imediata das vítimas sem chance de reação durante a invasão planejada. Caso ganha repercussão por envolver ex-integrante da corporação ligado a crimes contra adversários do narcotráfico em Manaus.

A execução ocorreu porque rivais de Max planejaram retaliação contra o líder reformado de grupo de extermínio atuante em territórios disputados na capital amazonense. Ele frequentava o sítio no Tarumã para reuniões discretas conforme informações de inteligência policial anterior ao crime registrado na manhã de hoje. DEHS cruza dados de outros homicídios recentes para identificar os quatro encapuzados responsáveis pelo ataque duplo na Zona Oeste.

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