BRASIL – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva do médico Humberto Fuertes Estrada, investigado por homicídio qualificado após faltar a um parto de emergência que resultou na morte de um recém-nascido em Eirunepé. O profissional de sobreaviso ignorou chamadas da equipe e apareceu cinco horas depois no Hospital Regional Vinícius Conrado. A decisão saiu nesta terça-feira (10), em Brasília.
A gestante de 18 anos chegou ao hospital às 4h do sábado (22 de novembro de 2025). Enfermeiros e um clínico geral realizaram o parto sem o obstetra. O bebê morreu uma hora após o nascimento por complicações como aspiração de mecônio e restos de placenta. Humberto Fuentes ficou em um bar até 1h48 antes de ser chamado.
A Justiça do Amazonas decretou a prisão em 26 de novembro de 2025. O médico fugiu para Feijó, no Acre, e foi preso pela Polícia Federal em Manaus no dia 28. O Tribunal de Justiça rejeitou habeas corpus por risco de fuga e omissão deliberada. O afastamento do exercício da medicina continua válido.
O STJ negou liminar em habeas corpus apresentado pela defesa. O ministro relator considerou grave a conduta do médico durante a escala de sobreaviso. A decisão evita interferência nas investigações em curso na cidade de Eirunepé, a 1.116 km de Manaus.





