Médico vira réu por homicídio após retirar órgão errado em cirurgia nos EUA

O caso envolve William Bryan, de 70 anos, e o cirurgião Thomas Shaknovsky, que foi acusado de retirar o fígado em vez do baço durante o procedimento, realizado em 2024.
medico-vira-reu-por-homicidio-

 

Um médico da Flórida, nos Estados Unidos, virou réu por homicídio após a morte de um idoso durante uma cirurgia em que o órgão retirado foi o errado. O caso envolve William Bryan, de 70 anos, e o cirurgião Thomas Shaknovsky, que foi acusado de retirar o fígado em vez do baço durante o procedimento, realizado em 2024.

Bryan havia sido internado após sentir fortes dores laterais enquanto estava na Flórida com a esposa. Exames apontaram uma anomalia no baço, e a cirurgia foi indicada para a retirada do órgão. Segundo a esposa, o casal pretendia voltar ao Alabama para fazer o procedimento, mas o médico teria afirmado que a viagem seria arriscada, sob a justificativa de que o paciente poderia morrer por um suposto sangramento interno.

A cirurgia, que começaria como laparoscópica, foi convertida em um procedimento aberto por dificuldade de visualização. Nesse momento, segundo relatos, vasos ligados ao fígado foram cortados, o que provocou uma hemorragia grave. O paciente sofreu parada cardíaca ainda na sala de operação e morreu durante o procedimento. Testemunhas afirmaram que, mesmo diante da gravidade, o médico continuou a cirurgia e não pediu ajuda imediata.

Depois da operação, o médico informou à família que a causa da morte teria sido o rompimento de um aneurisma no baço. A autópsia, no entanto, mostrou que o baço estava intacto e que o fígado havia sido removido. Relatos de pessoas presentes na sala de cirurgia dizem que a equipe ficou surpresa ao perceber a retirada do fígado e que o médico teria insistido que se tratava do baço. Um dos profissionais relatou ter passado mal com a situação.

O caso também ganhou peso porque o médico já tinha histórico de acusações de negligência. Órgãos reguladores apontaram que ele retirou parte do pâncreas de um paciente em uma cirurgia diferente da planejada e, em outro episódio, teria causado perfuração intestinal ao remover tecido indevido. Após a morte de Bryan, a licença médica do profissional foi suspensa na Flórida e também houve restrições em outros estados. Ele permanece detido e aguarda audiência judicial. Se condenado, pode pegar até 15 anos de prisão.

 

Tags:
Compartilhar Post: