Relatos nas redes sociais apontam que criminosos usam uma encenação de sujeira, com líquido semelhante a vômito, para distrair passageiros e furtar celulares e documentos em ônibus de São Paulo. Os casos citados ocorreram em linhas da capital paulista e chamaram a atenção da Polícia Civil, que apura o esquema.
O método começa com a aproximação de um suspeito, que avisa a vítima sobre uma suposta sujeira nas costas ou na roupa. Em seguida, outro homem se oferece para ajudar na limpeza, enquanto comparsas aproveitam a distração para retirar os pertences.
Um dos relatos foi feito pelo criador de conteúdo Guilherme Giaretta, de 23 anos. Ele disse que voltava do trabalho quando foi alertado por um homem de que havia algo parecido com vômito no banco e na camiseta dele. Enquanto tentava entender o que acontecia, percebeu depois que o celular e os documentos tinham sumido.
A investigação também reúne outro depoimento, de uma influenciadora digital que relatou situação parecida em um ônibus na zona leste de São Paulo. Nos casos mencionados, os suspeitos falavam em espanhol e agiam com rapidez, segundo as vítimas.
A Secretaria da Segurança Pública informou que há ao menos duas ocorrências em abril relacionadas ao golpe. O padrão descrito envolve ação em dupla ou em grupo, com uso de distração para facilitar o furto dentro do transporte coletivo.






