A Polícia Civil de São Paulo deu início a uma varredura tecnológica para identificar e capturar o responsável pelo latrocínio do piloto de helicóptero Odailton de Oliveira Silva, de 77 anos. Conhecido nacionalmente como “Dato de Oliveira”, o profissional veterano, que por décadas atuou em coberturas aéreas para a TV Globo, foi baleado na cabeça durante um assalto na tarde desta terça-feira (19), no bairro Rio Pequeno, na Zona Oeste da capital paulista.
Agentes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e da delegacia da região analisam circuitos de monitoramento residencial e comercial instalados na Avenida Rio Pequeno, local onde ocorreu a abordagem criminosa.
Dinâmica do crime e atendimento de socorro
De acordo com as informações preliminares registradas pelas autoridades de segurança pública, a ação criminosa apresentou a seguinte cronologia:
A abordagem: Dato de Oliveira estava na via pública quando foi surpreendido por um criminoso que trafegava em uma motocicleta.
O disparo: O assaltante efetuou um único disparo, que atingiu a região da cabeça do piloto. Pelas imagens coletadas até o momento, a perícia ainda estuda se houve algum tipo de reação por parte da vítima.
A fuga e o óbito: O criminoso fugiu do local imediatamente após o tiro sem levar pertences. O piloto chegou a ser socorrido por equipes de emergência e levado ao hospital da região, mas não resistiu à gravidade do ferimento.
Cerco eletrônico e rastreamento da motocicleta
A principal frente de investigação concentra-se no rastreamento do veículo utilizado pelo assassino para mapear a rota de fuga:
Radares inteligentes: A polícia inseriu as características da motocicleta no sistema de monitoramento eletrônico da capital para verificar passagens por radares fotográficos e leitores de placas na Zona Oeste.
Cronologia de fuga: O cruzamento de dados busca identificar o momento exato em que o criminoso entrou e saiu do perímetro do Butantã antes e depois de cometer o latrocínio.
Quatro décadas de história na aviação e no cinema
Dato de Oliveira acumulava mais de 40 anos de experiência na aviação comercial e civil, tornando-se uma figura de referência nos bastidores da televisão brasileira devido ao seu trabalho em transmissões ao vivo a bordo do helicóptero de jornalismo da TV Globo.
Além do trabalho na imprensa, o piloto teve participação ativa em produções do cinema nacional, atuando nos bastidores e em consultorias de cenas aéreas para os filmes VIPs e Marighella. O profissional também registrou sua trajetória em um livro autobiográfico intitulado Voar é a Segunda Melhor Coisa do Mundo, onde narrava memórias marcantes da profissão, incluindo episódios de acidentes de voo e o relato de um sequestro de aeronave que enfrentou ao longo da carreira






