Giliard Santos, filho mais velho da advogada e influenciadora Deolane Bezerra, quebrou o silêncio e se pronunciou publicamente sobre a prisão de sua mãe, ocorrida na manhã de quinta-feira (21). Em manifestação divulgada em suas redes sociais nesta sexta-feira (22), o jovem de 22 anos rechaçou as suspeitas de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), classificando a ação do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo como uma “perseguição” e cobrando a apresentação de provas materiais.
No texto publicado, Santos criticou a exposição midiática do caso e argumentou que o sistema de justiça está sendo utilizado de forma espetacularizada pelas forças de segurança. “Acusar é fácil. Difícil é provar”, afirmou o jovem, defendendo o princípio do devido processo legal e a presunção de inocência da influenciadora.
Filho também é alvo de investigação por movimentação de R$ 11 milhões
Apesar do tom de contestação adotado nas redes sociais, os relatórios de inteligência financeira obtidos pela Polícia Civil inserem o próprio Giliard Santos no polo passivo das investigações da Operação Vérnix:
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Incompatibilidade de renda: Relatórios apontam que o jovem, conhecido no ambiente digital pelo apelido de “Chefinho”, movimentou o montante de R$ 11 milhões em suas contas bancárias pessoais.
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Janela temporal: O fluxo milionário sob suspeita concentrou-se em um intervalo de 22 meses, compreendido entre julho de 2022 e maio de 2024.
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Ausência de lastro: A Coordenadoria de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro aponta que os valores são discrepantes com a realidade fiscal do investigado, uma vez que ele não possui registro de ocupação formal, emprego celetista ou atividade empresarial consolidada que justifique o volume financeiro.
Ostentação digital sob a mira dos investigadores
A exemplo do material que baseou o pedido de prisão de Deolane Bezerra, a rotina pública exposta por Giliard nas plataformas digitais foi integrada ao inquérito como indício de enriquecimento sem causa lícita:
Padrão de Vida Monitorado (Relatório Policial)
├── Viagens recorrentes de primeira classe para o exterior e resorts de luxo no Brasil
├── Exibição de frotas de automóveis e carros esportivos avaliados em milhões de reais
└── Ausência de recolhimento de impostos ou notas fiscais compatíveis com os bens exibidos
A defesa técnica da família Bezerra informou que os esclarecimentos sobre a origem dos fundos de Giliard Santos e os comprovantes de regularidade fiscal serão apresentados formalmente ao juiz instrutor do caso, mantendo a tese de que a movimentação financeira decorre de contratos de publicidade e engajamento digital da marca familiar.






