BRASÍLIA e PARIS — O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) subiu o tom em sua contraofensiva internacional após ter sido condenado, por unanimidade, a quatro anos e dois meses de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Em vídeo publicado em suas redes sociais nesta quarta-feira (17), o ex-parlamentar dirigiu-se diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitando formalmente a imposição de sanções econômicas e de vistos contra o ministro Alexandre de Moraes, relator de seu processo.
No material gravado, Eduardo classificou o magistrado brasileiro como uma “figura autoritária” e pediu o enquadramento de autoridades do Judiciário brasileiro em legislações de retaliação global.
— Presidente Donald Trump, por favor, reimponha sanções contra esta figura autoritária. […]. Presidente Trump, por favor, volte com o Global Magnitsky Act. Essas pessoas são violadoras dos direitos humanos — declarou o ex-deputado, fazendo alusão ao mecanismo legal norte-americano que permite o congelamento de bens e a proibição de entrada nos EUA de indivíduos acusados de corrupção ou violações graves de direitos fundamentais.
Alegação de Cerceamento de Defesa e Jurisdição
Em entrevista concedida à emissora Jovem Pan, Eduardo Bolsonaro alegou ter sido pego de surpresa pelo desfecho do julgamento na Primeira Turma — composto pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Segundo sua versão, ele não recebeu citações oficiais para apresentar defesa na ação penal que o acusava de tentar constranger os ministros e interferir nos desdobramentos jurídicos da tentativa de golpe de Estado de 2025, na qual seu pai, Jair Bolsonaro, foi condenado.
O ex-parlamentar sustentou que “ficou sabendo de tudo pela imprensa” e argumentou que a sua conduta em solo norte-americano está respaldada pelas leis locais. Segundo ele, as autoridades do Departamento de Justiça dos EUA não receberam ou acataram nenhuma representação enviada pela Suprema Corte brasileira, indicando que não há irregularidades em suas agendas institucionais no exterior.
Trump Reage no G7 e Confunde Irmãos Bolsonaro
O desdobramento jurídico no Brasil ecoou nos bastidores da Cúpula do G7, que está sendo realizada na França. Ao ser abordado por jornalistas no encerramento da agenda diplomática, o presidente norte-americano Donald Trump demonstrou estar ciente da ordem de prisão emitida contra o filho do ex-presidente brasileiro, mas acabou incorrendo em uma confusão de identidade entre os membros da família: confundiu Eduardo com o senador Flávio Bolsonaro, que figura como pré-candidato à Presidência do Brasil.
A Reação de Donald Trump no G7
├── 🗺️ Localização ────────> Encerramento da Cúpula do G7, na França.
├── 👤 Confusão de Nomes ──> Trocou Eduardo por Flávio ("Bolsonaro Jr.") ao citar prisão.
├── 🇧🇷 Contexto Político ──> Citou ter acabado de se despedir do presidente Lula no evento.
└── 🇺🇸 Menção Territorial ─> Declarou erroneamente que o fato ocorreu devido a um discurso no Texas.
— Tem sido desagradável. Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje. […] Eu tinha acabado de me despedir dele [Lula] e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas, e o prenderam porque ele deu uma declaração no Texas. Prenderam ele, ou querem prender ele — declarou Trump aos repórteres.
A assessoria do ex-deputado brasileiro não emitiu novas notas para corrigir o equívoco geográfico e nominativo feito pelo mandatário da Casa Branca, focando os esforços em disseminar o vídeo de apelo à base conservadora.






