BRASÍLIA (DF) — A primeira-dama Janja Lula da Silva manifestou solidariedade pública à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) e à senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Ambas tornaram-se alvos de campanhas de difamação e ataques virtuais promovidos por setores da ala mais radical do bolsonarismo nas redes sociais.
O pronunciamento foi feito durante entrevista ao programa Frente a Frente (produzido pelo portal UOL em parceria com o jornal Folha de S.Paulo) transmitida nesta segunda-feira (13/7). Na ocasião, Janja defendeu o distanciamento de convicções partidárias no tratamento de episódios de violência de gênero.
O Racha Familiar e os Ataques na Web
O conflito interno que motivou as agressões digitais teve início após a divulgação de um vídeo em que Michelle Bolsonaro acusa o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de tê-la humilhado e maltratado em discussões privadas de bastidores.
A senadora Damares Alves também passou a sofrer ataques de apoiadores do senador após posicionar-se publicamente em defesa de Michelle no embate familiar.
A Linha de Conflito no Partido Liberal (PL)
├── 📹 O Vídeo ───────────> Michelle acusa Flávio Bolsonaro de humilhação e maus-tratos
├── 🛡️ O Apoio ───────────> Damares Alves defende Michelle e entra na mira de críticas virtuais
└── 🤝 A Solidariedade ───> Janja condena as agressões: "Violência contra mulher não tem lado"
“Total solidariedade a elas, qualquer mulher agredida não pode soltar a mão, não importa qual é o campo ideológico delas. É importante que se fale isso. É uma onda que vem de todos os lados e atinge a todas nós igualmente”, declarou a primeira-da-república, utilizando o caso para reforçar a defesa do projeto de lei que tipifica o crime de misoginia no país.
Janjômetro e Atuação no Planalto
Durante a sabatina, Janja também abordou as críticas direcionadas à sua própria rotina institucional na Esplanada dos Ministérios. A socióloga classificou como um ato de misoginia a criação do “Janjômetro” — plataforma online mantida por opositores para catalogar e monitorar as despesas e viagens oficiais da primeira-dama.
Para Janja, a centralização de ataques à sua figura pública atende a um propósito de desgaste da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Questionada sobre propostas de formalização ou criação de um cargo público com remuneração para a função de primeira-dama, ela rechaçou a necessidade de regulamentação, afirmando que a atuação atual ocorre de maneira orgânica e sem precedentes estruturais.






