Trocas de mensagens obtidas pela imprensa nesta sexta-feira (24 de julho) mostram como a equipe da Creche Luz do Brás, na região central de São Paulo, comunicou o pai de Abdoulaye Dieng, de apenas 1 ano e 4 meses, logo após o acidente que vitimou o bebê na última quarta-feira (22 de julho). A criança morreu após ficar por cerca de sete minutos com a cabeça presa entre uma grade e a parede.
Nas mensagens encaminhadas por aplicativo a partir das 9h18, a instituição informou apenas: “Oie, bom dia. O Abdoulaye passou mal. Estamos levando ele para o hospital”. Em seguida, foram enviadas mensagens curtas indicando a “UBS Mooca” como destino.
Para o advogado da família, Erson de Oliveira, a comunicação minimizou a gravidade da situação.
“Eles mandaram uma mensagem dizendo que a criança tinha passado mal. Os pais acreditaram que o filho estava passando por um atendimento médico.” — Erson de Oliveira, advogado da família.
Morte Durante Confraternização de Funcionários
A investigação conduzida pelo 8º Distrito Policial (Brás) apura a suspeita de omissão e falta de supervisão. Segundo a defesa da família, as crianças foram deixadas sem acompanhamento porque os funcionários participavam de uma confraternização no refeitório em comemoração ao aniversário da diretora da creche — nascida em 22 de julho.
Durante a comemoração, Abdoulaye entrou em uma sala de atividades recreativas e prendeu a cabeça na estrutura metálica instalada em frente a um espelho. O bebê permaneceu preso por cerca de sete minutos antes de ser retirado por funcionários e levado à UPA/UBS Mooca, onde a morte foi constatada.
Linha do Tempo e Investigação (22/07)
├── 🎈 Confraternização ─> Equipe reunida no refeitório para aniversário da diretora
├── ⚠️ Acidente ────────> Bebê preso por ~7 min em grade na sala de atividades
├── 📲 Notificação ─────> Mensagem enviada ao pai citando apenas que o bebê "passou mal"
└── ⚖️ Polícia Civil ────> 5 funcionários investigados por homicídio culposo
Investigação e Posição da Prefeitura
O caso foi registrado como homicídio culposo (sem intenção de matar). A Polícia Civil investiga a conduta de cinco profissionais da unidade:
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A diretora da creche;
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A coordenadora pedagógica;
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Uma professora;
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Uma pedagoga;
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Um funcionário de apoio.
Perícias do Instituto de Criminalística (IC) e exames do Instituto Médico-Legal (IML) foram solicitados, além da análise das câmeras de segurança do local.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo informou que abriu um procedimento administrativo independente para apurar o caso. A pasta destacou que, se comprovadas as irregularidades, poderá determinar o descredenciamento da organização responsável pela gestão da creche. A sala onde ocorreu o acidente segue interditada.






