Casal é preso após confessar morte de recém-nascido e apresentar versões contraditórias no RJ

Pai e mãe admitem que o bebê morreu por asfixia, mas atribuem o crime um ao outro; Justiça manteve prisões preventivas após audiência de custódia
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A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) investiga a morte de um recém-nascido no bairro Jardim Primavera, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os pais da criança, Larissa Monteiro da Costa, de 22 anos, e Bruno Lucas Ribeiro da Silva, de 29 anos, foram presos em flagrante por homicídio qualificado.

Em depoimento às autoridades, ambos confirmaram que o bebê morreu por asfixia, mas apresentaram versões conflitantes ao tentar transferir a autoria do crime um ao outro. Na última terça-feira (28 de julho), a Justiça do Rio de Janeiro converteu a prisão em flagrante do casal em prisão preventiva.

Ficha do Inquérito
├── 📍 Local ───────────> Bairro Jardim Primavera, Duque de Caxias (RJ)
├── 👥 Investigados ────> Larissa Monteiro da Costa (22) e Bruno Lucas Ribeiro (29)
├── ⚖️ Situação ────────> Prisão preventiva decretada por homicídio qualificado
└── 🔬 Causa da Morte ──> Asfixia comprovada por confissão; perícia confrontará depoimentos

Versões Conflitantes dos Suspeitos

Em sua oitiva, Larissa afirmou que não desejava ficar com o bebê e que pediu para o companheiro retirar a criança do local logo após o nascimento. Ela alegou que Bruno usou um pano para sufocar o recém-nascido e pediu para que ele enterrasse o corpo, afirmando ter desmaiado em seguida.

Por outro lado, Bruno declarou aos investigadores que foi Larissa quem sufocou a criança no quintal da residência enquanto ele permanecia em choque. O homem admitiu ter colocado o corpo do bebê em dois sacos de lixo antes de socorrer a companheira, que havia desmaiado.

Descoberta do Crime e Ação Judicial

O caso veio à tona após Larissa dar entrada em uma unidade hospitalar passando mal. Durante o atendimento, médicos constataram sinais de parto recente e questionaram a família sobre o paradeiro da criança. Parentes, que relataram desconhecer a gestação, encontraram o corpo do recém-nascido em um cômodo nos fundos do imóvel e o levaram até o hospital.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) defendeu a manutenção da prisão para garantir a ordem pública e conter possíveis interferências na colheita de provas. A defesa de Larissa solicitou prisão domiciliar, mas o pedido foi negado por ausência de documentação médica comprobatoria. O inquérito segue em andamento com o confronto de laudos periciais e depoimentos.

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