O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, passou a ser formalmente investigado em um inquérito sigiloso da Polícia Federal (PF). A abertura da apuração foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), com foco em suspeitas dos crimes de corrupção e tráfico de influência junto ao Ministério da Saúde.
A investigação busca esclarecer se Lulinha teria utilizado seu trânsito e influência política para facilitar articulações e negociações comerciais envolvendo a empresária e consultora Roberta Luchsinger — de quem é amigo — e o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que está atualmente preso por esquemas de descontos indevidos em aposentadorias.
Entradas na Pasta da Saúde e Repasses Investigados
O foco da apuração gira em torno de articulações para a comercialização de canabidiol, substância extraída da cannabis utilizada para fins medicinais. Mapeamentos e registros de acesso apontam o avanço das tratativas no Poder Executivo:
Visitas ao Ministério: O lobista esteve no Ministério da Saúde em pelo menos cinco ocasiões entre 2024 e 2025, apresentando-se como representante da empresa World Cannabis e de uma firma de telessaúde. Em ao menos um desses encontros, esteve acompanhado de Roberta Luchsinger.
Movimentação financeira: Documentos em posse da Polícia Federal indicam a transferência de R$ 1,5 milhão enviada pelo lobista para Roberta Luchsinger. Em uma das transações, consta a justificativa de que o montante seria destinado ao “filho do rapaz”, expressão que os investigadores suspeitam ser uma alusão a Lulinha.
Posicionamento dos Envolvidos
Em relação às movimentações financeiras apontadas nos relatórios policiais, Roberta Luchsinger afirmou que os valores recebidos são decorrentes do pagamento de serviços prestados por sua empresa de consultoria ao lobista. A investigação segue em segredo de Justiça para a coleta de depoimentos e análise de documentos.






