O presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou os impactos dos empréstimos concedidos pela lobista Roberta Luchsinger ao seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Ribeiro Santana (conhecido como Marcola). Segundo relatos de bastidores obtidos pela imprensa, o time da campanha presidencial do PT demonstra apreensão quanto aos reflexos do caso no cenário eleitoral e se divide em relação à defesa ostensiva do auxiliar.
Embora divergências persistam entre interlocutores sobre o momento exato em que o presidente tomou conhecimento dos fatos, uma das versões indica que Lula teria sido informado por Marcola pouco antes da divulgação pública da reportagem. Outra vertente aponta que a transferência do assessor do gabinete oficial para a estrutura de campanha teria sido articulada justamente para distanciar o Palácio do Planalto da crise iminente.
Durante reunião com partidos aliados na quarta-feira (5), Lula saiu abertamente em defesa do ex-auxiliar, questionando os presentes sobre solicitações de empréstimos pessoais no meio político, ao mesmo tempo em que reiterou a defesa pelo prosseguimento das apurações formais. Apesar das declarações de apoio de lideranças petistas, integrantes do núcleo da campanha expressam preocupação reservada com o desdobramento do episódio na imagem do governo e nas pesquisas de intenção de voto.






