Uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em conjunto com o Ministério da Justiça, desmantelou a atuação de um grupo extremista acusado de planejar atos violentos contra instituições públicas e o processo eleitoral de 2026. As apurações revelaram que os suspeitos — articulados por meio de canais no Telegram, incluindo grupos com imagens de Adolf Hitler — mapeavam prédios da Praça dos Três Poderes e cogitavam ataques bombásticos durante o debate do segundo turno das eleições, sob a justificativa de deflagrar uma revolução.
Os desdobramentos da apuração culminaram na deflagração da Operação Rede Interrompida, que cumpriu mandados de busca e apreensão em cinco estados para recolher dispositivos eletrônicos de oito investigados, com idades entre 19 e 31 anos. Relatórios do Centro Integrado de Operações Cibernéticas (Ciberlab) apontaram alto grau de periculosidade no material circulado, que combinava incitação à violência, misoginia e ideologia neonazista. Os envolvidos respondem por associação criminosa, apologia ao crime e infrações da legislação antirracismo, enquanto a PCDF pericia os materiais apreendidos para mensurar a extensão da rede.






