Médico suspeito de estuprar colega era “obcecado” por ela, diz amiga

A vítima relatou perda de consciência após consumo de bebidas e entorpecentes; testemunha revelou à polícia que o investigado demonstrava obsessão pela médica.
medico-suspeito-de-estuprar-co

BRASIL – Um médico anestesiologista de 44 anos foi preso em flagrante na noite de sexta-feira (7) na região central de São Paulo, sob a suspeita de estuprar uma colega de profissão, que também atua como médica anestesiologista. De acordo com informações registradas no boletim de ocorrência, os dois haviam se reunido durante um almoço para comemorar a publicação de artigos científicos elaborados pela vítima. No decorrer do encontro, ambos consumiram bebidas alcoólicas e a substância alucinógena LSD, segundo apontou o próprio investigado em depoimento preliminar prestado às autoridades.

Após a ingestão das substâncias, a médica relatou ter sofrido forte alteração na memória e no estado de consciência, recordando-se apenas de ter caído no banheiro do imóvel. A vítima afirmou que, ao retomar parcialmente a lucidez, percebeu que suas roupas e acessórios haviam sido trocados em relação ao figurino que vestia ao chegar. Ela relatou ter tido visões fragmentadas do colega tentando manter relações sexuais sem o seu consentimento, além de sentir fortes dores na região íntima, momento em que conseguiu utilizar o celular para enviar mensagens de socorro à mãe e a uma amiga.

Em depoimento prestado à Polícia Civil, a amiga que socorreu a médica informou que a encontrou visivelmente abalada e sob efeito de substâncias no apartamento. A testemunha afirmou ainda que a vítima já havia comentado em ocasiões anteriores sobre o comportamento do suspeito, relatando que ele demonstrava uma obsessão por ela, apesar de os dois jamais terem mantido qualquer vínculo de natureza amorosa ou afetiva. A médica agredida foi encaminhada ao Hospital da Mulher, onde recebeu atendimento médico especializado e passou por exames periciais para constatar as lesões e a presença de substâncias no organismo.

O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da capital paulista como estupro de vulnerável, modalidade criminosa caracterizada pela impossibilidade de a vítima oferecer resistência ou manifestar sua livre vontade devido ao estado de inconsciência ou alteração psíquica. A Polícia Civil abriu inquérito para analisar os laudos periciais do local e da vítima, colher novos depoimentos e levantar provas materiais que esclareçam a dinâmica dos fatos ocorridos dentro do apartamento do investigado.

Tags:
Compartilhar Post: