Os Estados Unidos divulgaram nesta quinta-feira (13/08) o relatório intitulado “O Grande Esquema do Transbordo”, no qual acusam o Brasil e cerca de 40 nações de facilitarem o envio de produtos chineses ao mercado norte-americano para evadir tarifas de importação. Elaborado por Peter Navarro, assessor econômico da administração de Donald Trump, o documento classifica os países envolvidos em diferentes níveis de vinculação operacional e logística com a China.
O Brasil foi inserido no “Nível 2”, denominado “Integração Econômica Significativa”, ao lado de nações como Turquia, Vietnã, Tailândia, Indonésia e Malásia. O texto sustenta que o país atua nos chamados “Corredores Latino-Americanos”, funcionando como entreposto de armazenamento, montagem de componentes e simulação de transformação industrial para alterar a origem declarada das mercadorias enviadas aos EUA.
O relatório também categorizou outros blocos e países. No “Nível 1” (“Líderes de Escala Diversificados”), foram colocados parceiros comerciais como México, Canadá, União Europeia, Japão e Índia, cujos grandes volumes de importação chinesa trariam risco intrínseco de triangulação. No “Nível 3” (“Pequenos Alvos Oportunistas Chineses”), ficaram economias menores como Camboja, Laos e Myanmar.
Segundo as estimativas apresentadas no documento, as práticas de transbordo ilegal geram prejuízos econômicos aos Estados Unidos entre US$ 40 bilhões e US$ 300 bilhões anuais em perdas de receita, redução do PIB e eliminação de postos de trabalho. A acusação ocorre em um contexto de alíquotas de 50% sobre bens chineses e após a imposição recente de novas tarifas americanas contra diversos países, incluindo o Brasil.






