Investigação da PF aponta mensagens sobre compra de joias e pagamentos entre amiga de Lulinha e ex-assessor de Lula

Troca de conteúdos em celular apreendido de Roberta Luchsinger motiva abertura de novo inquérito no STF sobre suposto tráfico de influência no governo federal
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Mensagens encontradas no celular da empresária e lobista Roberta Luchsinger revelaram a suposta intermediação na compra de joias e pagamentos para o ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. O material, apreendido pela Polícia Federal (PF) durante desdobramentos de operação que apura fraudes no INSS, motivou a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para a abertura de um novo inquérito focado em tráfico de influência.

De acordo com as apurações, Roberta é investigada por suspeita de utilizar sua proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para atuar como ponte no acesso a integrantes do governo federal. Registros obtidos pelos investigadores mostram imagens de joias adquiridas para presente e indícios de quitamentos via código de barras efetuados por Roberta em benefício de Marcola durante o período em que ele exercia a chefia de gabinete da Presidência, cargo do qual se desligou no último mês de julho.

O conjunto de conversas inclui ainda citações de Lulinha em reuniões com Marcola e com a então cúpula do Ministério da Saúde. A PF apura se o filho do presidente teria intervindo em pleitos ligados à liberação comercial de produtos à base de cannabis. Em contrapartida, as defesas dos envolvidos criticaram o vazamento das informações sob sigilo; a representação de Lulinha negou irregularidades, enquanto a defesa de Marcola reiterou em ocasiões anteriores que as transações financeiras com a empresária referiam-se à quitação de empréstimos pessoais.

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