Uma investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo revelou uma rede suspeita de receptar, derreter e revender alianças e joias roubadas no estado. O ponto de partida do inquérito foi um colar de ouro avaliado em R$ 2 milhões, entregue ao jogador Neymar pelo influenciador Buzeira em dezembro de 2023. A Polícia Civil esclareceu que Neymar não é investigado e não há indícios de sua participação no esquema ou da origem ilícita do metal da peça.
A repercussão do presente levou as autoridades a identificarem Douglas Bonetti Rocha, o “Jimmy”, fabricante do colar. Durante os depoimentos, as justificativas sobre a origem do ouro utilizado na joia levantaram suspeitas, motivando a abertura de um novo inquérito e a solicitação de relatórios financeiros ao Coaf. A partir desse desdobramento, a polícia identificou movimentações atípicas entre o fabricante e intermediários, como Rony Gonçalves, apontado como o elo entre criminosos que roubavam joias nas ruas e comerciantes do centro de São Paulo.
As diligências também interceptaram negociações com Suedna Barbosa Carneiro, conhecida como “Mainha do Crime”, responsável por abastecer o esquema com peças obtidas em assaltos. O desdobramento das apurações resultou na deflagração da segunda fase da Operação Ouro Reverso, que cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão na capital e em Guarulhos. A Justiça paulista determinou ainda o bloqueio de R$ 34,6 milhões nas contas e bens dos investigados






