Família de professora de 26 anos acusa hospital de tratar infarto como crise de ansiedade

Giulia Silva de Araújo morreu após receber alta duas vezes no Hospital Municipal Francisco da Silva Telles; Polícia Civil investiga a conduta médica.
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A morte da professora Giulia Silva de Araújo, de 26 anos, gera comoção e cobrança por apurações na zona Norte do Rio de Janeiro. A jovem faleceu na última sexta-feira (28/8) após sofrer uma parada cardiorrespiratória, horas depois de ter procurado atendimento médico e recebido alta em duas ocasiões consecutivas no Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, no bairro de Irajá.

Familiares e amigos relatam que a paciente deu entrada na unidade de emergência com fortes dores no peito, mas teve seu quadro clínico diagnosticado e tratado como crise de ansiedade. Mesmo após retornar ao hospital poucas horas depois relatando a persistência dos sintomas e ter sofrido um desmaio durante o atendimento, a jovem foi medicada com corticoides e novamente liberada. Giulia passou mal uma terceira vez em sua residência e foi levada a outra unidade de saúde, onde sofreu um infarto fulminante e não resistiu.

Em nota, a direção do Hospital Municipal Francisco da Silva Telles informou que a paciente recebeu assistência contínua e passou por exames de triagem — incluindo eletrocardiograma, radiografia e exames de sangue —, alegando que os parâmetros vitais e resultados laboratoriais se mantiveram dentro da normalidade. A Secretaria Municipal de Saúde lamentou o óbito, e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) por meio da 59ª DP para apurar eventuais falhas nos protocolos de atendimento.

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