O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta terça-feira (13) que votará a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala de trabalho 6×1. A declaração, dada após uma visita ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, representa uma mudança de posicionamento no segundo turno da corrida eleitoral, após meses de severas críticas de sua parte e de aliados à medida defendida pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao justificar a nova postura, o parlamentar afirmou que tem percorrido o país e constatado que a maioria dos trabalhadores brasileiros apoia a extinção desse modelo de jornada. Apesar do anúncio favorável, o candidato do PL admitiu que a mudança pode trazer riscos de aumento da informalidade no mercado de trabalho e afirmou que o Estado deveria arcar com eventuais custos adicionais das empresas. No entanto, o senador não detalhou o impacto fiscal da medida nem como pretenderia financiar esse suporte governamental ao setor produtivo.
Do Discurso de “Interesse Eleitoreiro” à Defesa do Pagamento por Hora
A nova declaração contrasta com o histórico de manifestações de Flávio Bolsonaro ao longo do ano:
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Maio de 2026: O senador classificou o projeto de lei apresentado pelo governo como “inoportuno”, “eleitoreiro” e impregnado de “carga de hipocrisia”, sustentando que a redução da jornada aumentaria custos operacionais e geraria desemprego.
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Agosto de 2026: Em entrevistas concessionárias, evitou adiantar o voto e defendeu que os trabalhadores deveriam ter liberdade para escolher a própria jornada, apontando as dificuldades financeiras enfrentadas por empresários.
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Outubro de 2026: A doze dias do pleito, chamou de “oportunista” a defesa ostensiva de Lula do tema na reta final de campanha e orientou a bancada do PL a tentar adiar a votação da PEC para o período pós-eleitoral.
Mesmo declarando voto favorável ao texto, Flávio e sua equipe continuam a defender a regulamentação do pagamento por hora trabalhada como alternativa ideal. Coordenada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), a proposta da oposição tenta manter o teto de 44 horas semanais e flexibilizar regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mecanismo que vem recebendo ressalvas de especialistas por não garantir expressamente a remuneração do descanso semanal remunerado e teto salarial fixo.






