O governo da Colômbia intensificou o emprego das Forças Armadas no patrulhamento urbano em resposta ao avanço de grupos armados e facções ligadas ao narcotráfico. A medida mais recente foi anunciada pelo presidente Abelardo de la Espriella, que determinou a presença temporária do Exército em Cúcuta, município de 800 mil habitantes localizado na fronteira com a Venezuela.
A decisão ocorreu após o assassinato de Miguel Castellanos Serrano, ex-secretário de Governo e pré-candidato à prefeitura, morto a tiros no dia 26 de outubro, e de um atentado a bomba nas proximidades da sede da Direção de Impostos e Alfândegas Nacionais (DIAN), que deixou seis feridos.
Operação Esparta, Bloco de Segurança Urbana e Disputa Territorial
Detalhes sobre a nova estratégia de segurança nacional e o cenário na fronteira:
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Novas Unidades Operacionais: O governo colombino confirmou a ativação, a partir de 3 de novembro de 2026, da Operação Esparta e do Bloco de Segurança Urbana, estruturas integradas entre Exército e Polícia Nacional com o objetivo de sufocar o financiamento do crime organizado.
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Geopolítica do Narcotráfico: Situada no departamento de Norte de Santander, Cúcuta faz divisa com a região de Catatumbo — uma das maiores produtoras de folha de coca do país. A área é palco de disputas territoriais entre o Exército de Libertação Nacional (ELN) e dissidentes das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), conflito que já provocou o deslocamento forçado de mais de 100 mil pessoas desde o início de 2025.
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Mudança de Diretrizes em Bogotá: Desde que assumiu a presidência em agosto de 2026, De la Espriella suspendeu os diálogos de paz iniciados na gestão de Gustavo Petro, adotando uma postura de confronto direto. A estratégia militar urbana já havia sido aplicada em setembro na cidade turística de Santa Marta, no Caribe, após uma onda de extorsões e ataques promovidos pelas Autodefesas Conquistadoras da Sierra Nevada (ACSN).






