Mistério: corpo de empresário tinha sêmen nas partes íntimas; vítima foi achada em buraco

Novas evidências do laudo técnico mostram que exame de PSA detectou proteína presente no sêmen; morte por asfixia reforça hipótese de homicídio
(Foto: Divulgação)

A investigação sobre a morte do empresário Adalberto Amarilio dos Santos Júnior, de 35 anos, ganhou novo contorno nesta terça-feira (17). Segundo laudo obtido com exclusividade pelo SBT, peritos encontraram no corpo de Adalberto vestígios de PSA (antígeno prostático específico), uma proteína presente no sêmen, o que comprova que ele manteve relação sexual antes de ser morto.

O exame foi realizado no órgão genital da vítima, indicando “alta concentração de sêmen”. Ainda que o laudo não identifique se o sêmen é da própria vítima ou de terceiro, a polícia agora planeja extrair DNA para confirmar se há perfil masculino diferente de Adalberto. O resultado pode revelar se houve contato sexual com outra pessoa pouco antes do crime.

Paralelamente, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) confirmou que Adalberto foi vítima de asfixia, o que descartou hipóteses como intoxicação, quedas acidentais ou latrocínio —– inclusive porque nem seu telefone nem documentos foram roubados. Agravando os fatos, os peritos detectaram lesões no joelho compatíveis com escoriações recentes, sugerindo que sofreu agressão antes de morrer.

Ele foi encontrado sem calça, sem tênis, apenas de jaqueta e cueca, dentro de um buraco estreito de cerca de 1,5 a 3 metros de profundidade numa área de obras do autódromo de Interlagos (zona sul de SP). O corpo estava em posição vertical, com marcas de pele limpa na cueca e nos pés — indícios de que não se mexeu ou foi arrastado no local, mas sim colocado já sem roupas.

O carro dele foi localizado no estacionamento do autódromo no dia 31 de maio, com manchas de sangue em seu interior. A perícia ainda não liberou o resultado final sobre esse material.

O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) passou a tratar o caso como homicídio, e trabalha com duas hipóteses principais: constrição torácica (como um golpe tipo mata-leão) ou asfixia direta no pescoço. Um dos seguranças do evento de moto em que Adalberto participou, no dia de seu desaparecimento (30 de maio), já foi citado; porém, até agora, não há prisão ou indiciamento.

O amigo Rafael Albertino Aliste, que estava com Adalberto no evento, prestou depoimento afirmando que ambos consumiram bebida e maconha. Embora divergências tenham sido apontadas, a polícia descartou, por ora, seu envolvimento como autor direto do crime.


O que isso significa para a investigação

  • A descoberta de sêmen reforça a suspeita de que houve componente sexual antes da morte, mas sem provas de violência sexual explícita — exames em regiões oral e anal deram negativo.
  • A combinação de asfixia e escoriações sugere intervenção humana.
  • O material genético obtido poderá apontar se outra pessoa estava com Adalberto e se essa pessoa é a mesma que cometeu o crime.
  • A presença de sangue no veículo pode revelar a dinâmica do evento.

A polícia segue com entrevistas, análise de vídeos do evento e dos depoimentos — com foco nos seguranças presentes. A esposa da vítima, Fernanda Dândalo, pressiona por respostas, classificando os fatos

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