Pesquisas mostram química e riscos de adoçantes alimentares

Órgãos internacionais reavaliam a segurança dos adoçantes; Produção industrial envolve processos químicos e uso de derivados do petróleo.

SAÚDE – O adoçante é apresentado como uma alternativa ao açúcar cristal para quem busca controlar o peso ou lidar com diabetes. No entanto, o uso desses produtos gera controvérsia e ainda está envolto em debates científicos. Enquanto o açúcar é extraído da cana e passa por processos industriais relativamente simples, muitos adoçantes exigem sínteses químicas complexas. Os adoçantes podem ser naturais, como stevia, frutose e xilitol, ou artificiais, como sacarina, ciclamato, aspartame e sucralose. A produção dos artificiais envolve reações químicas com derivados do petróleo e outras substâncias que recebem controle rigoroso das agências reguladoras.

Resultados de pesquisas

Alguns estudos científicos mostram que o consumo moderado de adoçantes como o aspartame não aumenta significativamente o risco de câncer. Porém, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) classificou o aspartame como “possivelmente cancerígeno”, especialmente para pessoas que consomem em altas doses. Outras pesquisas indicam aumento de doenças metabólicas, diabetes tipo 2, riscos cardiovasculares e redução da eficácia da metabolização da glicose em indivíduos que usam adoçantes artificiais.

Órgãos como Organização Mundial da Saúde (OMS) e Instituto Nacional de Câncer (INCA) desaconselham o uso de adoçantes como estratégia para perda de peso ou redução de riscos de doenças não transmissíveis. O uso excessivo pode resultar em ganho de peso ou até incentivar o consumo de doces por conta do estímulo contínuo ao sabor açucarado.

Debate

Além disso, há preocupação quanto à influência dos adoçantes sobre a microbiota intestinal. Os tipos populares, como xilitol e eritritol, embora naturais, são obtidos em laboratório por meio de processos que só viabilizam a produção em larga escala. Novas pesquisas sugerem que o eritritol pode afetar células do sistema nervoso e defesa natural do organismo.

O debate permanece aceso entre especialistas. Parte dos profissionais considera os adoçantes seguros em quantidades moderadas e destaca o baixo índice glicêmico e a ausência de calorias como vantagens para quem tem restrições metabólicas. Por outro lado, estudos recentes trouxeram evidências de riscos à saúde, principalmente para consumidores frequentes e pessoas com predisposição genética. Apesar da popularidade crescente dos adoçantes, o cenário científico aponta para cautela no consumo e preferência por alimentação com alimentos minimamente processados.

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