RIO GRANDE DO SUL – Na manhã de segunda-feira (25), artesãs e artesãos indígenas Kaingang, originários de Farroupilha, foram agredidos pelo pelotão de choque da Brigada Militar durante operação comandada pela prefeitura de Canela, na Serra Gaúcha (RS). O grupo vendia artesanato ao lado da catedral da cidade quando policiais iniciaram uma abordagem violenta, visando expulsar os indígenas do perímetro turístico.
O indígena Silvério Ribeiro foi brutalmente agredido, recebendo socos, chutes e joelhadas e tendo sido algemado de maneira violenta. Vídeos amplamente compartilhados nas redes mostram a ação desproporcional e reacenderam críticas ao tratamento dispensado aos povos originários na região.
Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), não é a primeira vez que a administração municipal utiliza força policial para impedir a comercialização de produtos artesanais por parte dos Kaingang, Xokleng, Guarani e Charrua – povos que seguem privados do direito de exercer sua cultura, religião e economia. O Ministério Público Federal já propôs medidas para garantir acolhida e segurança aos indígenas, mas denúncias de exclusão e racismo no turismo de Canela persistem.
O Cimi cobrou apuração rigorosa e punição dos responsáveis, destacando que o turismo elitista e excludente da região nega espaço e dignidade às comunidades indígenas.
Leia mais:
- Longe dos holofotes: as praias preferidas dos famosos
- Famosos com HIV falam sobre o assunto; um é brasileiro
- Aos 73 anos, Vera Fischer lamenta a falta de paquera: ‘Uma cantada é muito’
Confira as principais notícias do dia no Portal Notícias + 360: https://noticiamais360.com.br/





