Carnaval eleva risco de malária em Manaus e exige prevenção reforçada

A orientação principal é evitar exposição ao ar livre entre o final da tarde e o amanhecer, horário de pico da atividade do inseto.

SAÚDE – A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) alerta para o aumento do risco de transmissão de malária durante o carnaval e feriados prolongados em Manaus, período de maior circulação de pessoas em balneários, retiros religiosos e áreas próximas a rios e florestas, ambientes ideais para o mosquito Anopheles darlingi, vetor da doença. Em 2025, a capital registrou 8.370 casos de malária, com 900 notificações entre janeiro e 4 de fevereiro deste ano, o que reforça a necessidade de cuidados redobrados no inverno amazônico chuvoso. A orientação principal é evitar exposição ao ar livre entre o final da tarde e o amanhecer, horário de pico da atividade do inseto.

A Semsa recomenda medidas simples e eficazes para proteção, como o uso constante de repelentes em áreas expostas, preferência por roupas de mangas longas e calças claras mesmo em festas ao ar livre, além de mosquiteiros ou telas em portas e janelas de residências próximas a igarapés. O diagnóstico precoce facilita o tratamento com medicamentos gratuitos no SUS, mas sintomas como febre alta, calafrios, sudorese e dor de cabeça surgem dias após a picada, o que exige vigilância após visitas a zonas endêmicas como Careiro, Iranduba e Presidente Figueiredo. A malária continua como principal doença transmitida por mosquito no Amazonas, com impacto maior em viajantes urbanos que frequentam retiros e praias fluviais durante a folia.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) e prefeituras vizinhas intensificam termonebulização e ações educativas em 62 pontos mapeados de concentração popular nas quatro zonas de Manaus, incluindo igrejas e clubes. Campanhas distribuem folders com orientações em portos e rodoviárias, visando reduzir surtos pós-carnaval observados em anos anteriores. Especialistas destacam que o deslocamento para áreas rurais eleva o risco em até 25% no período, mas prevenção básica evita complicações graves como malária cerebral.

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