Festival Sem Barreiras: Parintins aposta em infraestrutura adaptada e guias bilíngues para garantir inclusão em 2026

Com novos espaços públicos acessíveis e a contratação de turismólogos com domínio em Libras e outros idiomas, o município busca se consolidar como destino acolhedor para PCDs
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PARINTINS (AM) — Às vésperas de abrir os portões do Bumbódromo para o 59º Festival Folclórico de Parintins, a Prefeitura Municipal detalhou o plano estratégico que pretende transformar a Ilha de Tupinambarana em referência nacional de acessibilidade e inclusão para pessoas com deficiência (PCDs). Em balanço divulgado pela Secretaria de Comunicação (SECOM) nesta terça-feira (23 de junho de 2026), a gestão municipal apresentou uma série de reformas arquitetônicas e capacitações de pessoal voltadas à autonomia dos visitantes.

No campo da infraestrutura urbana, engenheiros da Secretaria de Infraestrutura destacaram que o cumprimento das diretrizes de mobilidade foi uma exigência técnica em projetos recentes de revitalização.

“Podemos citar a Casa da Cultura, Praça Eduardo Ribeiro, Praça Casa D’Irene, Praça Digital e o novo ginásio da Escola Senador João Bosco, todos com rampa de acesso e banheiros adaptados”, pontuou o engenheiro civil Pablo Souza.

Central de Atendimento ao Turista Inclusiva

Para além das rampas e do concreto, a grande aposta de Parintins para este ano está no atendimento humanizado. A Secretaria Municipal de Turismo promoveu a contratação de uma equipe especializada composta por mais de 30 profissionais bilíngues e qualificados na área de turismo para atuar em pontos estratégicos da cidade.

Desta vez, a novidade fica por conta da inclusão de guias com formação na Língua Brasileira de Sinais (Libras), capacitados diretamente pela Escola de Idiomas “Aldair Kimura Seixas”, mantida pelo município.

Estrutura de Apoio ao Turista PCD no Festival 2026
├── ♿ Rotas Urbanas ────────> Rampas e acessibilidade em praças, ginásios e prédios históricos
├── 🧏 Atendimento Técnico ──> Guias bilíngues e estudantes de Libras espalhados por postos-chave
└── 📍 Logística Local ──────> Profissionais orientados a mapear farmácias, cafés e restaurantes adaptados

A estudante e guia Hanna Lopes, selecionada para atuar na linha de frente do festival, ressalta a urgência de que os agentes do setor estejam preparados para quebrar a barreira da comunicação: “Quem trabalha com turismo precisa buscar conhecimento na língua estática, que atende a surdos e cegos”, enfatizou.

A subsecretária de Turismo, Carla Garcia, complementou lembrando que a função desses profissionais ultrapassa os cartões-postais da ilha. O objetivo é assegurar que o turista de fora conheça com segurança onde se alimentar bem, onde encontrar serviços de saúde e como consumir a gastronomia regional com conforto e respeito aos seus direitos.

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